Ensaios

Poesia

domingo, 24 de maio de 2015

A gargalhada do esquecido

Um dia naquela esquina desapercebida da Grande Cidade
O esquecido ficava a observar os passantes
Aqueles com passos rápidos e apertados em sapatos e saltos
Com hora marcada para algum compromisso
Atarefados por produzir dinheiro ou qualquer ganho
Mas das duas ocupações qual razão de vida esta seria?
O esquecido em seus trajes esfarrapados e e sujos pelo uso
Fica Gargalhando ao ver o semblante dos passantes
Tão apreensivos e ansiosos por cumprir com metas e objetivos
E apesar de não ser lembrado e exaltado,
ali ele fica, mesmo sem um vintém e vivendo de restos
Consegue ainda que na miséria, estar mais vivo que os passantes.