Ensaios

Poesia

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Indicação ao nada

Não sei a quais caminhos as andanças tomam
Todos os direcionamentos têm seus poréns
Cada rota tem pontos de colisão 
Alguns permeiam as ânsias da temeridade
Outros desaguam em rios turvos do obscuro
Nestas placas que nada indicam
Perco-me em mim mesmo
Olho para seu rosto
Vislumbro uma vontade irresistível
Mas padeço das fraquezas
De agir de acordo com meu querer
Fico prostrado ocultando o sentir
O silencio dos olhos diz tudo quando me calo