Ensaios

Poesia

sábado, 12 de janeiro de 2013

Esquizofrenia Sentimental



Como as voltas repetitivas, volta a pairar o aspecto sombrio que temo diariamente, eventuais anseios singulares, porem comuns a aqueles de trato mais difícil: o temor sobre a loucura, uma especificamente, a esquizofrenia emocional. Claro que  tecnicamente e do ponto de vista cientifico esta loucura não exista, mas denomino pejorativamente assim, de esquizofrenia, meus arroubos um tanto quanto insanos e incompreensíveis sob uma analise racional, julgando sob o ponto de vista de que o que sinto não seja algo real, mas uma bela e estonteante miragem. Em sua essência, ela se forma a principio de delírios e devaneios intermitentes do nosso subconsciente, desejos até então ocultos e confidenciados dentro de si, envoltos em nossa carapaça de autodefesa e que logicamente, esta ali para evitar feridas e chagas, que acabam sendo expostas quando esta armadura fica exposta a um período longo de ataques orquestrados por emoções poderosas e com um peso esmagador sobre a mente e coração humano, já fragilizado.
Aos Poucos, vamos perdendo a lucidez dos próprios passos e ações, caindo em velhas retóricas ao qual julgávamos até então, impensáveis que iriam acarretar sobre si mesmo, vamos negando no começo sintomaticamente o que está ocorrendo, quase um ceticismo inicial, mas isso acaba sendo quebrado com extrema facilidade perante o julgo de um sentimento que vai criando força, aumentado de tamanho de uma forma tão intensa e rápida, que somos engolfados em um estado de espirito aparentemente de êxtase puro e surreal, quase divino. Imaginamos coisas, pensamos ingenuamente em atos, realizações e feitos para se alcançar como um objetivo mais honrado, a coisa certa a se fazer, não importando o que isto a principio, possa pedir como sacrifico na contraproposta. Talvez o melhor exemplo dessa esquizofrenia totalmente emocional, seja o personagem Dom Quixote de La Mancha, que acaba alucinando em nome da idealização e santificação de sua amada Dulcinéia. Entretanto podemos fazer uma comparação, em que Sancho Pancha seria a tentativa da racionalidade, ou uma ponta dela, no pensamento e ação de do Dom Quixote.
Embora alguns apontem a loucura de certa forma, como uma realidade além da nossa, como Platão discorreu: “os loucos são aqueles que conseguiram, de alguma forma, se libertar do mundo das sombras”. Outros gostam de evidenciar a genialidade na loucura, e é fácil relacionar a loucura com genialidade e amor, ambos parecem andar lado a lado, numa sincronia disforme, inebriante e extremamente complexa, que se fundem e se confundem em uma medida latente. Por hora, considero que mesmo sob estes aspectos negativos de perda de lucidez e racionalidade perante a esquizofrenia emocional, não a tendo, negaremos nossa natureza e nossa condição: de Humanos.

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