Ensaios

Poesia

domingo, 30 de junho de 2013

Almejada Ignorância



A pobre alma vive envolvida pelo medo e angustias que devoram todas as suas vontades, agindo como se fosse um veneno paralisante. O cansaço é tal que se prende a previsão de fracassos em qualquer ação que pensa ter e já a determina tendo um fim trágico no final, se conformando com a sua inércia fúnebre e a omissão é preferível para evitar maiores desgostos na sua amarga existência, corrompida por tantas incomodações internas originadas em excessos e arrependimentos do passado lhe cobrava um alto preço, tendo que pagar tributos aos fantasmas do remorso e da culpa todos os dias atuais por ocasiões onde mesmo não sabendo as verdades sobre falhas e pecados cometidos era sua culpa, seguia a via-sacra se flagelando como Cristo na cruz esperando a absolvição no fim da origem das coisas.

O preço dos erros ele paga todos os dias, vivendo sem um sentido que norteie os passos, tropeçando em qualquer buraco que apareça no caminho que mais parece à bem da verdade um vácuo negro, um vazio incerto sem futuro aparente que se extingue consumindo aqueles que se desventuram por tentar percorrer esta via de contradições tão obscuras quanto o negro do véu da escuridão. O escuro apesar disso tem certo aspecto anestésico, pois nele, apesar de não sentir algo de bom, a dor também não o acompanha lá e no escuro não se sente humano, só mantém o formato biológico de um, pois ao final sua essência como tal lá não existe mais, pois está aprisionado em um nada, este mesmo nada que já está acostumado a ser, a invisibilidade da escuridão tem certas vantagens no final das contas, nela pode observar sem ser notado, a mediocridade dos que são agraciados por doses de alienação diária tornando-os felizes sem saber a dimensão real de suas prisões.

Ele mesmo se aflige pelos outros de forma tola e desnecessária, já que nenhum misero semelhante se importa com sua situação melancólica e confusa, embora seja compreensível, pois é necessário praticamente um estudo profundo sobre o que lhe ocorre para entender sua posição, que nem mesmo ele consegue absorver e capaz de dar uma analise correta. Ai está essa contradição do seu ego corrosivo, o que diabos lhe deixam sem forças para continuar a rotina, que por mais repetitiva e cansativa seja, para muda-la e revira-la do avesso é necessário ter vontades de viveres e reagir frente às loucuras externas e internas das controvérsias dimensionais, convenções humanas nada concretas adotadas apenas por puro conforto e conformismo com situações impostas sistematicamente, apenas beneficiando processos repetitivos sem beneficiar fundamentalmente alguém ou algo, pois o fim é a única certeza universal.

Favas contadas e descontadas na produção dos amores e dissabores são assim que ele determina seu andar, exorcizando demônios pessoais todos os dias, nas sincronias desta maldição de intelecto chamada lucidez. Nada pior para felicidades momentâneas do que ter a noção exata dos infortúnios e hipocrisias do homem, já que o iluminismo traz consigo o entendimento sobre a imensidão das falhas e faltas de um ciclo completamente viciado e encerrado em si mesmo, de aparência doentia, doses catárticas de apatia morosa, alienando quem vive dentro desta sistemática de consumir energias como um controle remoto consome as de uma pilha alcalina.

Chega a ser irônico ele chegar a essa conclusão de vida latente, logo este ser que preza tanto pela sabedoria e experiência empírica dos aprendizados, agora almeja e tem sonhos com o dia que finalmente poderá se entregar a ignorância da felicidade.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Observações De Um Hominídeo


Existe em uma certa região, um ser com determinadas características humanoides. Vive próximo a uma cidade interiorana típica, mas nunca busca contato pessoal com seus habitantes, pois fugindo do senso comum de que era a normalidade das pessoas que temiam as diferenças do humanoide, era o sentimento contrário que vigorava, ele ficava aterrorizado com a aproximação de um humano, acha que o contato com os cidadãos do mundo civilizado pode causar seu fim de modo trágico e sombrio. A causa deste terror que o contato com os homens o causa, se explicava ao fato de que este “elo perdido” observou no modo de como a humanidade se relaciona com o seu ambiente e como se trata mutuamente ao longo dos tempos.

Este tipo hominídeo traçou paralelos das relações humanas, fazendo ligações e tirando suas conclusões um pouco negativas sobre os homens. Uma das primeiras observações do seu objeto de estudo foi o distanciamento cada vez maior que os humanos foram tendo da sua natureza e como foram artificializando suas vidas, supostamente em nome do avanço da ordem e progresso, tolamente acreditavam que estavam evoluindo e metamorfoseando sua sociedade em algo ideal. A crença dos pobres homens numa mecanização da vida através de processos detalhados, robotizados e pré-determinados como uma linha de produção em série, os jogou numa pobreza de sentidos, no acomodamento e conformação com a vigência de um sistema viciado corrompido por manias e excessos.

Outra característica percebida foi à importância que estes seres davam a personificação da imagem, o culto a uma determinada ideia preconcebida inconscientemente que a massa “critica” julgava como belo e perfeito. A busca desenfreada por uma exatidão da beleza joga muitos a uma louca e desenfreada corrida para um ideal estético ao qual se considera perfeito e único, formando grupos de deuses visuais e demônios da aparência, e o que determinava as pessoas em deus ou demônios é sempre a chamada opinião publica. E esta opinião publica acaba sendo condicionada por aqueles que dominam os meios da comunicação humana, que nosso hominídeo soube identificar como um clube para poucos que controlavam as opiniões dos homens como estes guiavam o gado nos campos.

Mas a conclusão destas percepções que ele teve da humanidade foi de fato como os humanos estão se tornando menos humanos, no sentido emocional e psicológico da raça. Estão perdendo cada vez mais a importância ao sentimento e emoções, o individualismo de causas e motivos tornam os homens frios e distantes entre si, vai se burocratizando as relações pessoais de modo cínico e meramente para obter-se alguma vantagem egoísta ou por motivos escuros. Aquilo em que ele mais invejava nos humanos, a amizade e o amor, tende com o passar das eras históricas, esvaírem-se em obstáculos para o avanço da chamada modernidade e consumação de uma racionalidade plena e repressora dos sentimentos.

Por fim, este elo perdido, mesmo temendo se relacionar com os humanos, nutre certa simpatia por estes seres, por ter observado estes aspectos da vida destes, acaba tendo pena do que os homens podem se tornar ao final desta transformação e perda de certas características. Era interessante debruçar suas atenções sobre a vivencia da humanidade, conseguiu através destas observações pessoais lidar com seus próprios atos e ideias, e assim sendo, aprendendo com os erros de outra forma de vida, evitando repetir as manias dos mesmos no seu peculiar modo de vida.

domingo, 23 de junho de 2013

O Trágico Bobo



O bobo-da-corte ali estava fazendo seu papel de pirado sem nexo junto ao rei e seus asseclas bajuladores. Um belo papel este ser representava, entretendo todos que viviam no feudo do governante, alegrando com suas trapalhadas e peraltices a quem por ventura podia aparecer frente ao seu senhor e demonstrar com arte criativa os desígnios e as características peculiares do reino. Ele cumpria uma função especifica dentro da corte, era dele a função de transmitir alegria para quem rodeia seu senhor, sendo inventivo nas tramas e peças que encena para mostrar a vida como ela é, embora de um jeito cômico e por vezes jocoso, tudo o que ele fazia era fazer determinadas verdades virem a tona.

Tinha autonomia para tecer criticas ao monarca, que mesmo sendo enfeitada pelas brincadeiras ao qual fazia, era o único com a liberdade de criticar a situação que vigorava no estado. Através de cenas teatrais dignas dos melhores peças de comédia, ele ia fazendo comentários ácidos sobre a nobreza corrupta que cercava seu suserano, o jogo de poder marcado pela cobiça e ganancia, apontando com maestria todos os desvios de caráter de quem determinava os rumos do reino e o caráter duvidoso de uma corte disposta a manter o véu das aparências jogando seus súditos a uma miséria desumana e uma ignorância selvagem, um tanto quanto animalesca. Mas sendo o bobo da corte, ele apenas era um louco a quem os poderosos toleravam as insanidades proferidas através de discursos cheios de ironia, indiretas incomodas, graças a uma língua tão afiada quanto à ponta da espada de seu rei, só que sendo visto como um doentio estranho, a maioria das pessoas não levava em consideração o que ele proferia.

Embora cumprisse sua função com dedicação que beirava a perfeição, o bobo ao cair da noite se sentia preso e com uma sensação de vácuo peculiar a aqueles com a maldição da lucidez e de ter a noção do funcionamento da ordem que vigorava em seu tempo. Tinha autonomia para falar o que pensava e sentia, só que a loucura que tanto diziam ser sua característica, nada mais era que apenas um personagem encenado, nestas contradições humanas, o bobo apresentava enredos cômicos e divertidos, mas a sua história era uma tragédia épica. Amputado de qualquer toque por semelhante, internamente estava consumido em farelos de pó, a alma quebrantada em partículas mínimas. Queria sentir-se amado, ter compreensão, afeto e poder sentir que de fato, poderia ter um bem-querer ao qual poderia contar como porto seguro nas horas mais ingloriosas, alguém em quem lhe desse abrigo em tempos negros. Mas bobos servem apenas como alegoria de peças, não passam de entretenimento, a liberdade de expressão é uma maldição que o afastava da humanidade, a sinceridade traz consigo verdades, e certas verdades ferem mais do que adagas afiadas.

No meio deles, a insanidade que taxavam sobre ele era incorreta, ao redor de tantos idiotas que seguiam como gado para abate na corte, ele era o único realmente lúcido. Partindo da retórica que uma mentira contada mil vezes passa a ser uma verdade, a falsidade do discurso de que o bobo era louco tornou-se senso comum, o dom de pensar por si própria fez dele um pária entre os seus, ter opinião divergente deste senso comum retrógrado naqueles dias, assim como atualmente, o afastava dos outros, pois revelava as dores da humanidade e geralmente os homens preferem fazer-se de cegos perante a realidade violenta e repressiva. Optam por alienar-se em distrações inúteis e em brincadeiras sem sentido e nisso consistia o trabalho de um bobo da corte, mostrar as verdades de um antigo regime sem escrúpulos, com alicerces podres que estavam condenados a decadência de egos, com ausência de atos éticos e infestados por ações malignas de teor narcisista e egocêntrica.

Então podia ser ouvir os sussurros desesperadores na calada da noite no castelo, vindos do quarto decaído do bobo. Nos pesadelos que infestavam sua mente, o bobo sofria privado dos sonhos, atormentado pela solidão em meio a tantos seres parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes dele, era aterrorizado por fantasmas opressores de sonhos e vontades. A bem da verdade, apesar da máscara e do papel divertido que lhe encarregavam, era o súdito mais desgraçado e infeliz até o além-mar. Este era o preço que pagava por ter desnudado o véu e ter se tornado esclarecido e ter a noção da frieza cruel do seu corrompido ambiente. Este enfim era o fardo que iria carregar até o fim dos dias, a liberdade da palavra determinava a prisão dos seus amores, destino cruel dos bobos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Prelúdio de Futuro



Montevidéu, Republica Oriental do Uruguai, 17 de Julho de 2022

“Oi mãe, espero que as coisas estejam bem por ai com você e o pai. Adotei o envio de cartas para facilitar nossa comunicação e torna-la mais pessoal, já que não confio mais em e-mails ou qualquer mídia social para falar com vocês. Não posso ter certeza que você está sendo grampeada, afinal, seu filho há oito anos é um terrorista subversivo procurado por crimes hediondos em território Nacional brasileiro, principalmente o de pensar diferente sobre a política vigente do pai da nação, excelentíssimo e onipresente Aéreo Naves, que chegou ao poder graças a grande revolução “democrática” iniciada pela revolta da massa frita com recheio de frango desfiado no outono de 2013. Pensar que até estava empolgado com as manifestações no inicio, com um sentimento positivo meu niilismo estava até diminuindo, comecei a crer numa mudança real, na transformação da consciência do meu país, que embora hoje me abandonou e me considera um traidor, ainda nutro certo sentimento por sua cultura e a saudade da terra ainda se faz presente no meu ego. Mas confesso mãe, que a maior frustração da minha vida não se deu quando levei o fora da primeira namorada, ou quando descobri que papai Noel não existia, mas sim com as faixas que percebi levantarem naquela marcha tão grande e ao mesmo tempo tão vazia em Desterro: “intervenção militar já”, só para destacar a mais ridícula delas.

O frio aqui no Uruguai é tremendo nesta época do ano, mesmo vivendo há oito anos aqui na em Montevidéu, o frio a beira do rio da Prata faz meu queixo bater convulsivamente, e neste momento meus olhos marejam, pois esse lembra do vento sul que batia e fazia a velha figueira balançar seus galhos na Praça XV. Apesar disso, as noites aqui são gostosas e com aquele manto de lã para nos aquecer, eu e Sofia podemos compartilhar bons momentos a beira do Rio da Prata e suas aguas turvas reluzindo o luar, não igual à lagoa da Conceição é claro. Lembro como se fosse hoje o dia em que a convidei para sair e penar para ficar com ela pela primeira vez, e foram mais dois meses de ansiedade até conseguir um momento para o pedido em namoro, naquela velha desculpa que seu filho dava para sair com ela: tomar erva-mate no sol da tarde nas rendeiras. A data eu nunca esquecerei, afinal, foi uma semana antes do AI-6, o trágico decreto que separou seu rebento de seus braços, mãe.

Uma grande tristeza minha é saber que o Francisco não conhece seus avós pessoalmente, apesar de que pelas fotos ele sabe os mínimos detalhes de vocês, melhor até do que eu. Agora já com quatro anos, ele começa a fazer perguntas incomodas sobre a situação dos pais, porque em casa fala português e na escolinha tem que falar castelhano, ou os motivos para não visitar os avós queridos ou. Não consegui conter as lágrimas ao leva-lo para o estádio Centenário e ele me confessar que não torce pelo meu time, e agora é “hincha Carbonero” como se denominam os torcedores do Penãrol. Chorei por perceber o quanto minha vida estava mudada realmente, meu filho nunca será brasileiro, nem saberá o que é ser um, pois seus pais já não têm mais o direito de o serem, e aqueles que se designam como brasileiros são seres biônicos guiados a cabresto por ideias torpes e totalitárias.

A vida aqui apesar da saudade é boa, entretanto é ela que mais temo mãe. Tenho um medo de acabar definhando no saudosismo e na tristeza de estar a milhas de distancia das coisas que mais prezava e da segurança de conhecer cada característica peculiar das pessoas e do espaço do meu convívio. Mais do que a liberdade de pensamento, perdi um pouco a vontade de viver, os sonhos sobre a melhora das condições, o quebrar dos meus credos, a morte lenta e a conta-gotas dos meus ideais, que foram pulverizadas por aqueles que se denominam como os grandes paladinos da moral e dos bons costumes. Os relatos que aqui chegam para nós é que se formam afastados das grandes cidades, campos de trabalho forçados compostos em sua maioria por moradores da periferia em serviço escravo, produzindo suco de laranja, etanol e é claro, a grande sensação brasileira tipo exportação, o brinquedo da moda: a caxirola.
No mais, seu filho está bem mãe, ainda que com uma cicatriz aberta no peito e um vazio devido a melancólica saudade da família.

Para minha querida protetora, um beijo é um abraço forte

De seu eterno filho Desertor.”

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Trecho Incompleto



Trechos de um diário encontrado no casaco de um soldado francês da primeira guerra mundial morto durante a Batalha de Verdun, em 1916.

“É Terrível esta carnificina desumana que se abate sobre território sagrado da França. Alemães e franceses massacrando-se mutuamente, jovens que já estão a lutar por muito tempo sem saber o real motivo desta maldita guerra. Acostumei-me com o barulho constante das salvas de metralhadora, dos rugidos da artilharia inimiga e das súplicas de meus companheiros por uma morte quando jazem feridos ao chão, pedindo para serem mortos e assim evitar o sofrimento torturante da guerra. Perdi a conta de quantos soldados acabaram enlouquecendo nesta insana batalha, alguns viram novamente crianças de berço, pedindo pelo abraço de sua mãe, outros tantos acabam cometendo suicídio para aliviar a vista de tamanha crueldade que se faz com o semelhante. Rezo constantemente para não pisar em uma mina a cada passo dado em direção da trincheira adversária, nada é mais temeroso do que sentir aquela explosão debaixo dos pés ao atravessar o arame-farpado, clamar por proteção para não ter o crânio aberto com uma rajada de metralhadora ou não virar poeira perante a explosão da artilharia alemã. Não sei mais o que significa as palavras sono e descanso, permaneço em constante estado de vigilância paranoica temendo um ataque de algum germânico na calada da noite, com sua baioneta reluzente pronta a me apunhalar. Entretanto, mesmo entre os horrores desta maldita guerra, existe algo em que consigo apegar-me para manter a lucidez nestes momentos ingloriosos e definitivos: a lembrança dos olhos de Françoise. De fato, é sua face que está cravada na minha memória a chama que me mantém acesso aqui no fronte e me da esperanças de sair com vida deste inferno na terra. Em meio a gritos de morte, chorume de corpos decompostos, busco o conforto no passado que em meio a realidade do banho de sangue em que vivo, o pouco tempo no Litoral da Normandia ao seu lado são a redenção de minha alma, fragmentos na memória que dão alguma motivação para continuar lutando e sobrevivendo em meio ao morticínio. O Frio rasga e dilacera meu peito nesta causa irracional ao qual o governo nos chamou, para defendermos a pátria, mas este frio não me maltrata mais que a distancia dos teus braços e seu frouxo riso, a angustia que o pensamento de morrer aqui em meio a tiros e espíritos mutilados pelos embates selvagens são acima de tudo, por crer que com a morte, definitivamente jamais compartilharei de teus lábios novamente, ou das tuas palavras suaves sobre como me enrolava ao tentar lhe despir por completo, ou até mesmo das suas caretas de birra quando contrariada. Neste Inverno frio da alma, teu calor é o que me falta acima de tudo, me apego na chance de voltar a tê-lo para conseguir sobreviver a este matadouro de homens e ceifador dos sonhos. O Pensamento de perder ao fim sua presença diante do meu corpo e alma é maior que o medo da invalidez ou da morte no campo de batalha, nada é mais importante do que sua aura para mim, que se dane a França, o estado, o presidente, a torre Eiffel, Paris ou estes malditos comedores de chucrute do outro lado do Reno, são eles que me privam de sua presença e dos fogos ardorosos de seus traços, do teu amor revigorante e libertador, a minha redenção para os pecados cometidos na guerra. Precisava realmente escrever sobre Françoise, o meu único motivo para manter-me lutando, neste momento é o que acaba me concentrando mesmo com o aumento e a aproximação dos canhões alemães, cada vez mais da para ouvir como se eles estivessem prestes a cair ao meu lad.....”

Trecho em que o fragmento do diário termina bruscamente.