Ensaios

Poesia

terça-feira, 3 de abril de 2012

Café Gelado


A noite é mal dormida, seu café acabou sendo fraco e gelado, seu pão está mofado e o queijo coalhado. O dia passa, você tem trocentas preocupações, discussões, o seu ônibus muda de horário sem avisar a mudança de itinerário a população, o irritando ainda mais e então sua paciência com o cartel de monopólio do transporte florianópolitano vem a tona, você quer enfiar a porrada no prefeito, no dono da transol, no cobrador e no motorista.
No trabalho você tem uma discussão com o chefe, ele te da um esporro, você fica ao ponto de pedir demissão. Fim de tarde, na faculdade seu professor decide adiar a prova e não ter aula, o estudo durante o fim de semana Foi em vão como a guerra do Vietnã, o nível de stress e de estar um ponto da fúria está feito, mas eis que por milagre existe algo, ou melhor, uma pessoa.
Ao meu pensamento voar para ela, qualquer coisa se torna secundária e inexpressiva, sem importância nenhuma porque afinal, ela faz com que todas essas coisas acabem ficando em segundo plano, o pensamento se torna definitivamente mais alentador, calmo, e apaziguador como uma musica do The Verve.
O saudosismo e a saudade tomam conta de sua mente, por mais que esta pessoa seja o que sua mente (e emoções) mais atua no momento a certas perspectivas que no momento não podem ser alteradas, que estão fora da minha alçada, do alcance das minhas mãos e força, impedindo meus esforços de conseguir o que quero e desejo, por maior e de cunho benéfico para mim e a dita cuja, nem sempre tenho poderes para mudar a situação, infelizmente não tenho poderes do doutor destino em mãos para mudar a realidade nem transpor barreiras físicas que me prendem longe do meu querer.
A verdade é que o tempo ainda me dara uma razão e uma chance de algo ser como eu quero, uma oportunidade de redenção perante a minha vida, uma viagem a qual pretendo me aventurar e submeter, um tempo de pacificação e aprendizado, valorizar o que realmente é minha prioridade no plano de vida, nos meus objetivos traçados nesse todo de um quinto de século que vivi de uma forma estranha, diferente, atribulada, confusa e desconjecturada, nada Braudeliana.
De fato, por mais estranho e de quanto a pessoa em questão me deixa ansioso, refém de certos psicotrópicos terapêuticos, terapeutas e certas medidas medicinais, ela ainda é importante, se tornou parte da minha história e não tenho como apagá-la  da memória( por algumas vezes tentei isso de fato) e ainda vai continuar fazendo parte de um elo que estou tendo extremamente forte com certos sentimentos com os quais sempre almejei e valorizei como a coisa mais importante na vida de um ser humano.
Como diria o Grande Fernando Pessoa: “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar”

Nenhum comentário:

Postar um comentário