Ensaios

Poesia

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Das dores mundanas

Tão amargo e descrente
Cético com tudo que o cerca
Do seu quarto observa
Estas inglórias rotinas
Numa desgraça do cidadão
O desespero das esquinas
Entraves de uma cidade
Na agonia feita pelo estado
A frustração de uma nação
O sofrimento de um povo
Este observador também sofre
Da sua dor cronica por amar
Ser que a tempos saiu de seu radar
Além da aflição persistente
Que tudo ao seu redor
Esta além do seu agir
Tanto o mundo quanto o amor
O prendem as amarras da impossibilidade

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