Ensaios

Poesia

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sobre Limbos, Arrependimento e Redenção

Não se esmera mais nos tempos
Respostas, questões e outras verborragias
Pautas desconexas ou metas incertas
Eu formo assim meu limbo
O mesmo limbo de uma angustia
Esta que corroí a mente indigente

Tal qual o sofrimento expresso
Chega rápido ao que foi dito
O Raciocínio flui para a certeza da origem
Mas o sofrer persiste a desatinar
Respondendo que nada é tudo
Sou a forja da dor do meu eu

Tenho em mim as perguntas 
seria bom mudar em certa medida
Porém fica a duvida que sai pela tangente
como, quando, porque, para que, o que mudar?
Um passageiro do ato inerte do nada
Receoso demais para com o próprio andar

Vejo nas coisas alguns velhos reflexos
Momentos daquilo onde perdi e não fiz
Utopias que pelos dedos se esvaem
Sentimentos e sensações de aconchego
Passaram aos desígnios da velha lamentação
Mais do mesmo velho amor rabugento

Onde me encontro no presente
É territorio de futuro pantanoso
Onde pouco se fez e muito se naufragou
Já é tarde para dizer o tamanho do que sentia
Este trem da História passou a tempos 
Descarrilou e hoje espero na estação esperança
Que ele passe de novo levando a minha redenção

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