Ensaios

Poesia

domingo, 18 de dezembro de 2011

Tempo


As coisas já não são tão importantes como eram a um tempo atrás, o sentimento é o mesmo, mas consigo suportar, mas aos poucos vou levando. Talvez por ser muito sonhador e saudosista, tenho uma grande tendência a melancolia, aquele fardo eterno que carrego dentro de mim, em que vejo meu futuro se tornando algo que eu não quero, tomando meu presente de assalto e me fechando em torno das mais diversas frustrações alimentadas por um eterno amarguismo imensurável, levado a ferro e fogo pela auto-estima rasteira como pasto de gado e uma confiança próxima do numero da minha nota em calculo. Infelizmente ainda não consegui me encontrar, numa plenitude de pensamento que parasse com o ad eternum da melancolia. O que me conforta é que neste mundo dos melancólicos, surgiram gênios como Einstein, Fernando Pessoa, Pablo Neruda emtre outras grandes personalidades. No Fim, a melancolia destes é originado do mesmíssimo motivo que a minha: carregarem um fardo de um sentimento muito forte e de certa forma, puro e definhador, que aos poucos te suga as energias de uma forma surreal e clara. Gostaria realmente de saber o que se passa com as outras pessoas em relação a mim e o que sente ou sentiu, a verdade é que a resposta provavelmente será a mesma retórica do “apenas bons amigos”. Em Suma, seguirei nestes passos do bucolismo melancólico enquanto não apareça novamente um novo wonderwall ao acaso, nem que seja por alguns segundos, o suficiente para escutar um sussurro claro e forte como a palavra é; “eu te amo”

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