Ensaios

Poesia

domingo, 11 de maio de 2014

Medo e suas crias

 Poderia aqui, na pratica da escrita descrever e discorrer sobre emoções comum a todo ser vivente nesta era ,na grande propensão a tendencias comportamentais robóticas e automáticas. Tanto vai fazendo meu obtuso eu cansar-se de formalismo, repartições burocráticas que vão tomando forma de um enorme monstro, com seus tentáculos asfixiando cada devaneio de expectativa remota. Algo fora carregado pelo cortejo do destino ultrajante, levado em meio a multidão seduzida pelos venenos do conformismo, ou em sua maioria, acossada pelos terrores caracterizados do pensamento humano.

 Ficar aqui falando e dando cansaço verbal e literário a sentimentos seria tranquilo, mas talvez desonesto caso queira ser personificado como escritor ou até mesmo como um cronista de divisão inferior. Pegando a ideia que temos concebida como amor, conseguiria dar emocionante relato sobre alguma falsa realidade do encontro visceral entre duas almas gêmeas puras e eternas, mas estaria sendo um hipócrita canalha. Que sei eu da ideologia do amor?qualquer opinião minha em relação a este desconhecido sentimento denotado como o maior da criação universal soaria como discurso de algum politico demagogo fazendo suas promessas vazias. 

 Mas não sou ser de comportamento pragmático de uma maquina, certos sentimentos carrego por conhecimento empírico. experimentado e vivenciado em toda sua totalidade. Sou velho conhecido e conhecedor do MEDO, esta sensação mãe das aflições e desconfortos do homem, a primeira emoção a fugir da caixa de pandora e espalhar-se pelo globo. Não tenho certeza, mas a probabilidade de amor e medo terem mesma origem criatória muito plausível, pois aqueles que tentam converter os aterrorizados em apaixonados confirmam a mesma intensidade para ambos sentimentos.

 Não sei verdadeiramente nortear agora sobre amor e outras dores, tenho é as certezas do concretismo da temeridade. Medo no prosseguimento de planos, medo nos agires frente a pequenos desvios no caminho, em suma, vou sendo agente corrompido do medo e de suas crias terror e aflição. Percorro os angustiantes caminhos de silenciosos corredores de um viver sem perspectiva, ao lado de velho companheiro de estrada de nome desespero.

 Pelo que adentra meus pensamentos e sai de conclusão sobre ideias na excessiva lucidez, é provável que o senhor medo seja arma de auto-defesa contra a loucura do real. Ser lucido e ter as verdades reais frente aos olhos nos leva ao estado de desatino total, nisso fazendo a opção imbecilidade da ignorância pratica solução para este mal. Segundo o mito grego o sentimento chamado esperança acabou saindo também da caixa de Pandora, embora eu não sei muito o que descrever sobre a mesma, ela deve ter conseguido mesmo a liberdade  de sua prisão, pois ainda persisto ficar de prosa e verso sem nenhum sentido.

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