Ensaios

Poesia

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Dos Nadas Relevantes

Destes percalços extremados
Aqui  andam por terra e mar
Pois no ar já se tornou poeira
Aquilo que não se sabe
O dito cujo inconsistente

Esperando retomadas
Das essências de um tempo
Em que coisas eram feitas
Não de forma perfeita e clara
Mas de tudo um pouco fazia sentido

Possibilidade saída de certezas incertas
Advindas daquele sentimento eterno
Que toma e assombra a alma dos apreensivos
É a velha carcomida da ansiedade
Vindo cobrar o quinhão de parte da alma

Não sei o que quero
Não sei o que sou
Ficamos assim
Perguntando enfim
Porque estou assim
Para onde ir
Para onde vou
Desses vários Nadas

No fim das contas inexatas
Se estabelece outra fórmula
Ou talvez brilhante teoria
Do passado maltratado
No presente insustentável
E de futuro invariado


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