Ensaios

Poesia

domingo, 11 de agosto de 2013

Lições Do Velho Mestre



Mirar ao alvo certeiro de terceiros ocultados pelos fatos de outrora que agora se vislumbram frente aos olhos recém-abertos. Sua visão agora está iluminada pelos raios ardentes de crenças que a muito pensava estarem obsoletas, inviáveis e vencidas pelo tempo. Tempo este dono possessivo e ciumento das razões e certezas dos factoides da vida. Pelos meios expostos pelo proprietário da razão a sua vista, pode enfim dar vazão as compreensões das vontades até então indecifráveis que tinha sobre caminhos de afins e enfins palpáveis.

Não é segredo para nenhum ser pensante submetido ao planeta torto das ideias humanas, que nada mais paciente e consciente das eras que as horas determinam, do que a experiente velho sábio, seja este oculto ou revelado, é culto e cultuado pela clareza do intelecto esclarecido. Na concepção adquirida na experiência que somente os velhos possuem, faz deste o seu mestre, para com ele aprender lições e remédios eficazes para lidar destas enfermidades dos afetos indescritíveis que o acomete nas badaladas pontuais do relógio do seu ciclo de ardores.

Sua busca pelo auxilio do velho sábio nada mais é que clamar por esclarecimento destas meias-verdades que partem dos pensamentos seus e das palpitações da linguagem alheia. Embora se alienar das viscerais respostas do mestre pareçam ser mais confortáveis do que a lucidez incomoda das verdades proferidas da boca do sábio experiente, a ignorância da alienação é uma ilusão e sublime armadilha que a cegueira anestésica da estupidez acarreta, sendo demasiadamente dolorosa e sofrida para o espírito humano a dormência que o aflige na idiotice estúpida.

Neste aprendizado que agora se torna o norte de existência, expande aos poucos os planos da sua meta na epopeia descrita por autores de clássicas histórias. Rabiscando notas e descrições nos rodapés da própria trama, grifa cada momento presenciado e sentindo intensamente, não interferindo os resultados do processo. Pouco importa as noções de perfeição ou confecções dos atos, porque mesmo sendo erros de amores imperfeitos e incertos, são escritos eternos.

Vai definindo assim as ideias acerca do todo enraizado na origem dos seus sentimentos individuais,  por vezes convergindo com ideias do socialismo coletivo, ou por vezes em obsessões de um egoísmo selvagemente capitalista. Mesmo nestas vontades ideológicas que acomete e se intromete nas suas ações, a primeira lição aprendida com o seu velho mestre já foi assimilada por este ávido discípulo: a certeza de que quanto maior a sede do conhecer, menos iremos saber.

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