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Poesia

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Cruzadas nas encruzilhadas georgeanas

  Um bom tempo levantando sobre si e seu canto mundano nada certeiro, e assim a toada da vida de aflito George segue. Os caminhos não eram retos mas a bem da verdade retais, sendo perceptível este aspecto do viver georgeano nas quimeras e certas problemáticas no seu cotidiano nos últimos tempos nada estáveis. suaves justaposições de ideias, pensamentos num agir e da convivência relapsa de seus semelhantes, que na adoção de veredas tão diferentes e opostas, acabam por tomar no final das contas similar atitudes e ações.

- Estas coisas tomam proporções tão iguais em minha vista, que de tão berrantes deste azul e vermelho duelando aos meus olhos, ambos se fundem num cinza de mesmo tom e vertente demagógica. Opostos como trevas e luz, estes malditos perambulam por ai dependendo um do outro para ações de juvenis infantes demoníacos - Taxa desta forma o constante conflito dicotômico um impávido George. 

  Oscilante e confuso sobre como se portar perante dois lados de uma moeda extremamente similar, perpendiculares estas faces a um egoismo narcisista que busca estar com a verdade absoluta e com noções claras, de que ambas posições creem piamente carregarem o estandarte das boas causas justas, defensoras de um pretenso bem comum , servindo suas façanhas de modelo saindo pela tangente de todas as terras. A George isto era um tipico caso de imaturidade no córtex cerebral nevrálgico, ou sendo mais direto sem estas coisas da dita ciência, apelando para fala em bom português popular e corriqueiro, coisas de geração mimada infantil, criadas no adocicado canudo de achocolatado na caixinha. 

- Já não bastasse as dores de meu inacabado enxerto emocional que julgam nomear como indecisões de quem, como, porque e factual amar ao qual estou amarrado, em pesadas correntes fantasmagóricas como um crasso bunda-mole que sou, me deparo com estas incomodações externas vindas de pretensos sábios conhecedores de tal "verdade reveladora". Mais algum tempo estes viraram pastores de alguma pequena igreja de grande negócio, a cheques pré-datados e crediário facilitado.

  Então segue o aflitivo hominídeo George, entre a cruz-espada e uma adaga-pentagrama, cada qual reivindicando para si um maior numero de bovinos e outros animais quadrupedes como jegues e suas derivações equinas, usando de velhas retóricas de repetir as mesmas falácias e argumentos de extremos. No fundo, a loucura como George a pensa, torna-se caminho natural para obter convivência neste eterno cabo de guerra da intolerancia. 

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