Ensaios

Poesia

domingo, 3 de março de 2013

Opções Incertas



Ainda em que pese certas medidas que usamos para mensurar a importância das tomadas de decisões que temos, ao que parece às vezes nenhuma destas ações acaba sendo a certa, tendo um resultado efetivo e que nos contente. Na verdade, a conclusão no final das contas é decepcionante, torna-se um micro drama pessoal interno, tomando conta das ideias e consumindo nosso tempo de descanso, fazendo convergir qualquer esforço de pensamento no que acabou ocorrendo, martelando na cabeça o que deu de errado no final das contas, em uma espécie de autotortura inconsciente.

Buscamos ai uma resposta adequada do porque tudo ter desandado, transformando-se em um processo próprio de negação, aflições referentes ao fracasso das escolhas incertas, infligindo para si às acusações de todos os aspectos errôneos e distorcidos do desenrolar da história, fazendo girar um ciclo delineador de culpa, deixando evidente um sentimento de impotência nos acometendo de tal fraqueza que nos joga num limbo de duvidas, incertezas escuras que permitem velhos medos voltarem à tona, emergindo dos mais profundos cantos onde se escondiam de nosso amago.

Aos poucos, a letargia toma conta totalmente de nossa alma, deixando que os monstros de nossa caixa de pandora interna aflorem, ganhem força e assim, conseguem se libertar de nosso controle e desandam por ai a fazerem malignidades conosco e com o que nos rodeia, transformando o meio ao qual pertencemos em uma espécie de inferno, em que pagamos uma série de penitencias pelos erros cometidos e encarcerando qualquer principio de reação ao que esta se passando , vamos sendo réus, promotores, juízes e carrascos de si mesmo, em que o veredicto que nos auto infligimos não se tem nenhuma duvida: culpado.

Retomar as rédeas neste tipo de situação incomoda em que nos comprometemos vira um processo longo de paciência, parcimônia e calma. Embora estas coisas nestes momentos sejam extremamente raras, precisamos busca-las para que possam esclarecer as peças do quebra-cabeça que foi desmontado e apareceu em nossas mãos. Determinar os casos e acasos de nossas angustias com todo o desenrolar dos fatos acionados por escolhas de opções intragáveis, claudicantes e sofríveis, ainda que todas as que se apresentaram foram carregadas destes aspectos nada doces ou agradáveis.

Jogar uma luz sobre tudo que se passou é a via ao qual devemos nos encarregar para botar em ordem o nosso sistema, para estancar as chagas, o remédio eficaz para a melhor resolução de nossa enfermidade peculiarmente neural, psicológica e emocional. Botar em cena nossa capacidade resoluta e incisiva, além é claro de uma boa dose de força de vontade pessoal, torna-se crucial para obter-se um esclarecimento e compreensão do que se passou nisso tudo. Aprofundar-se no conhecimento de si mesmo, das próprias vontades e desejos, objetivos sonhados e metas a se almejar, perceber seus defeitos e qualidades, virar o jogo para assim, se reequilibrar ao fim de tudo, conseguindo absorver maior conhecimento de si. Depois de tudo, o que acabou ocorrendo possa lhe trazer quem sabe, sabedoria e experiência em que possa  usar em diante quando anseios similares ocorrerem.

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